sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Jovens empreendedores
O estímulo ao primeiro negócio, como ferramenta para a busca do primeiro
emprego, tem sido o norte de ação do movimento capitaneado pela CONAJE em
prol dos jovens empresários brasileiros. A representatividade dos novos empreendedores brasileiros começa a ganhar força com a atuação da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), entidade que reúne aproximadamente 10 mil jovens lideranças em todo o país. O Movimento de Jovens Empresários nasceu no Brasil há 20 anos, com o objetivo de identificar e desenvolver novas lideranças. A eficácia da iniciativa é comprovada por nomes como Guilherme Afif Domingos, renomado empresário e político, Raimundo Magliano Filho, atual presidente da Bolsa de Valores de São Paulo e Gilberto Kassab, vice-prefeito de São Paulo, entre outros tantos. Hoje, o movimento é algo muito maior, com raízes também em Santa Catarina. Primeiro pela adoção do espírito associativista, que faz com que a força da soma
seja muito maior do que a soma das forças. É na bandeira do empreendedorismo que o grupo ganha importância ainda maior para a sociedade. O estímulo ao primeiro negócio, como ferramenta para a busca do primeiro emprego, tem sido o norte de ação do movimento.
É com o tripé formado por capacitação, relacionamento e representatividade que se busca o fomento, para a conseqüente geração de emprego e renda no Brasil. A capacitação, mediante o acesso a grandes acertos e fracassos já vivenciados por outros empreendedores; o relacionamento, promovido pela ampliação da rede de contatos intra-entidade, bem como pela soma da rede de relacionamento de cada um dos membros; e a representatividade, oriunda da força sinérgica gerada pela associação de tamanho entusiasmo e respaldo. E não é isso de que o Brasil precisa? O “país das oportunidades” é formado por 14,4 milhões de empreendedores, representando 5% do número de empreendedores do mundo. Apresenta, entretanto, um enorme vácuo de resultados, em que 58% dos empreendedores montam seus negócios apenas
porque precisam e 68% das empresas encerram suas atividades antes de
completar seu terceiro ano de vida. Entendemos que essa baixa produtividade do empreendedorismo brasileiro talvez seja oriunda de uma falta de condições para o empreendedorismo competente, que, por sua vez, talvez seja fruto da falta de perfil e preparação empreendedora ao cidadão comum e do enorme distanciamento entre empresários devidamente
estabelecidos e empreendedores, formando duas castas longínquas e dificultando
negócios entre elas. Além das péssimas bases macroeconômicas de estímulo ao empreendedorismo, tais como a dificuldade de acesso ao crédito, o déficit educacional, os altos encargos tributários, a enorme burocracia e a lentidão do
sistema de solução de conflitos.
E é justamente nesse caminho que surgem o estímulo à capacitação, que reduz a falta de preparo do empreendedor, ao relacionamento, que diminui a distância e facilita o acesso às empresas e pessoas estratégicas, e à representatividade, que é o único caminho na busca de atenção aos interesses daqueles que querem montar seu primeiro negócio. E é sobre esses três pilares que se estrutura o trabalho do movimento de jovens empresários, empenhado pelo desenvolvimento social e econômico do país.

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